A crise que começou no início de 2008 e desencadeou-se de forma definitiva a partir de agosto queimou grande parte do capital do sistema financeiro, além de ter provocado uma retração geral no crédito, situação de redução de liquidez. Está sendo a mais grave dos últimos 80 anos, com recessão nos EUA e Europa e a maré (tsunami) ruim chegando aos países subdesenvolvidos aos poucos, trazendo péssimas notícias para as contas nacionais devido a uma retração do capital internacional nas várias frentes, em um efeito cascata. O crescimento escandaloso dos últimos anos no entanto foi conduzido por forte boom econômico de países subdesenvolvidos, como os BRICs e em especial a China. Esses países continuam em geral em uma trajetória de crescimento, apesar de reverem as projeções. A questão é que os grandes prejudicados com toda crise serão, como em toda mudança internacional, os países pequenos e pobres, dependentes da demanda internacional por matérias-primas. Eles sofrerão todo o impacto da crise com a redução dos preços, e nada poderão fazer para detê-la, empobrecendo ainda mais. São países em geral da África, Ásia e América Central.
Se a crise marca um processo de multipolarização política e econômica, isso será no âmbito do G20, que contam com a maioria da população da Terra (só China e índia contam com uns 30% eu acho...) e do PIB, mas afinal são apenas 20 países, ou 10% deles aproximadamente. Uma multipolarização não implica em nenhum pólo como são países como Brasil e China.
Liquidez_ O fato é que se os efeitos do setor financeiro na economia real fossem mais rápidos como eram entes, a crise que se seguiria seria muito pior do que a grande depressão. Ou em outras palavras, o baque do crash de 29 foi sentido com muito mais força pela economia real, com falência de milhares de bancos e desemprego galopante com deflação, diferentemente de hoje em dia, pois o crescimento dos derivativos nos últimos anos permitiu que se fizesse um colchão de liquidez, onde muita gordura de excessos no setor financeiro pudesse ser queimada até se chegar ao consumo real das pessoas. O processo de securitização dos últimos anos não foi de todo inútil. Ao criar penduricalhos inúteis de salvaguardas nas transações, ele permitiu a criação de novas transações que em momento de insegurança podem (e devem , por ser mais inúteis) ser eliminadas, portanto, comparar os níveis atuais de produção e consumo com o ápice não faz sentido. Ninguém estava sendo enganado nos subprimes, a questão é que se tinha uma vaca – e não mais uma bolha – em regime de engorda: agora, todos querem comê-la ao mesmo tempo.
Se a crise marca um processo de multipolarização política e econômica, isso será no âmbito do G20, que contam com a maioria da população da Terra (só China e índia contam com uns 30% eu acho...) e do PIB, mas afinal são apenas 20 países, ou 10% deles aproximadamente. Uma multipolarização não implica em nenhum pólo como são países como Brasil e China.
Liquidez_ O fato é que se os efeitos do setor financeiro na economia real fossem mais rápidos como eram entes, a crise que se seguiria seria muito pior do que a grande depressão. Ou em outras palavras, o baque do crash de 29 foi sentido com muito mais força pela economia real, com falência de milhares de bancos e desemprego galopante com deflação, diferentemente de hoje em dia, pois o crescimento dos derivativos nos últimos anos permitiu que se fizesse um colchão de liquidez, onde muita gordura de excessos no setor financeiro pudesse ser queimada até se chegar ao consumo real das pessoas. O processo de securitização dos últimos anos não foi de todo inútil. Ao criar penduricalhos inúteis de salvaguardas nas transações, ele permitiu a criação de novas transações que em momento de insegurança podem (e devem , por ser mais inúteis) ser eliminadas, portanto, comparar os níveis atuais de produção e consumo com o ápice não faz sentido. Ninguém estava sendo enganado nos subprimes, a questão é que se tinha uma vaca – e não mais uma bolha – em regime de engorda: agora, todos querem comê-la ao mesmo tempo.
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