A informação assimétrica é uma falha de mercado clássica para a teoria econômica. A sua ocorrência implica que as informações, que podem ser consideradas fator de produção, não se distribuem de modo homogêneo pela economia, havendo a concentração ou monopolização delas. A informação sobre a propensão a consumir é, naturalmente, dos consumidores, e os empresários tentam prevê-la na hora de produzir.
Os agentes precisam ter conhecimento das reais ações dos outros agentes se elas influenciam seu bem estar; principalmente, é necessária uma certa estabilidade, institucional inclusive, o que significa demarcação de regras claras para que os agentes possam fazer uma estimativa acerca do futuro. O axioma mais usado em relação a essa previsão é de que o indivíduo tem expectativas racionais, sendo capaz de endogeneizar os resultados passados. Por exemplo, com inflação alta no ano passado o agente tende a supor uma inflação relativamente mais alta esse ano, o que geralmente levará a uma taxa real efetivamente elevada.
A informação assimétrica é usualmente pensada em termos de seleção adversa e risco moral. A primeira se refere a uma seleção automática de produtos, na venda ou na compra, se não houver uma informação completa. O exemplo clássico é o de mercado de carros: vendedores de carros indiferenciados colocarão preços diferentes em seus carros. No entanto, um consumidor relutará em pagar um alto preço por um carro, pois ele não saberá se realmente é um carro bom, ou não. Ao mesmo tempo, os vendedores poderão tentar realmente "enganar" o consumidor subindo um pouco os preços, já que ele não sabe que o carro é ruim. O fato é que o consumidor vai oferecer um valor em geral menor que o dono de um carro bom está disposto a vendê-lo. Então o consumidor vai ter a certeza que comprará um carro ruim, a um valor acima do que estava disposto. Com isso, todo o mercado fica comprometido.
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